
Negrinha é uma órfã de
apenas 7 anos de idade. Foi adotada pela perversa Dona Inácia, que acredita
está “salvando” sua alma ficando com a garota.
No entanto, Dona Inácia trata Negrinha como
um capacho, maltratando e descontando toda a sua raiva e dor nela através de
agressões. Além disso, a mulher não permite que a garota brinque como as demais
crianças de sua idade.
Um dia, Dona Inácia recebe a visita das duas
sobrinhas, brancas, loiras e ricas. Negrinha, como qualquer outra criança, ao
observar as duas meninas brincarem, fica com o desejo de estar com elas fazendo
o mesmo, e, por incrível que pareça, Dona Inácia permite que ela brinque.
E pela primeira vez, Negrinha vê uma boneca,
e nesse momento, o comportamento de todas as personagens muda.
“Varia a pele, a
condição, mas a alma da criança é a mesma – na princesinha e na mendiga. E para
ambos é a boneca o supremo enlevo.”
Bom, se você acha que Monteiro Lobato se
resume ao Sítio do Picapau Amarelo, mude os seus conceitos IMEDIATAMENTE. Esse é
um dos contos mais famosos do autor e é leitura obrigatória da Unicamp.
O conto é bem curtinho, escrito em 3ª pessoa,
sem complicações. O tema central gira em torno da dicotomia racial, mesmo
depois da abolição da escravatura, onde nós temos a figura do escravo
representado pela Negrinha, e a figura do branco representado pela Dona Inácia
e as suas sobrinhas.
Estão curtindo a semana especial? Amanhã publicarei a última resenha, beijos!
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